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clausuras

porque também a escrita deve ficar sempre na penumbra, sem que a claridade ofusque as margens...

clausuras

porque também a escrita deve ficar sempre na penumbra, sem que a claridade ofusque as margens...

Dos lugares...

adelino cpires, 19.10.19

Entre o ranger do soalho e o olhar dos escribas, voltei ao lugar. Por entre o pó e as teias da vida, vestígios de amor. Ainda uma foto a marcar o tempo. Dois quadros tombados a marcar o espaço. Um relógio avinhado a marcar o passo. Mais ou menos apressado, mais ou menos sôfrego. Sempre mais ou menos. E um almananach a marcar promessas. Os anéis sem dedos. Os postais sem selos mas ainda com escritos do fundo do coração. Fotos de gente incógnita que por ali sonhou. E também os livros, bem desarrumados, porque o neruda também poetava. A páginas tantas, uma cadeira de braços e de baloiço. Repouso também. Como o relógio de ponteiros parados.

Relógio....jpg

 

adelino cpires

19.out.19